Enfim Sós!!
Não, não, esta frase não cabe ao vocabulário de
Mãe, o dia corre não anda, primeiro são fraldas, mamadeiras, seguem as
papinhas, o doce balbuciar "mamã", as gargalhadas, os dedinhos na boca, o
choro de susto, a gargalhada de alegria pelo simples fato de cruzar os
seu pequenos olhos nos meus.
Depois são os pequenos passos, as
grandes decepções que se esvaem com um sorriso ou um afago, o buscar dos
braços maternos, as pequenas conquistas.
Sim vida de Mãe é assim,
com poucos espaços em branco, tudo colorido com as lágrimas, birras,
sorrisos, beijos e alegrias de seus filhos!
Talvez Mudar seja um processo árduo, demorado e que necessita de muita perseverança. Talvez ainda não seja possível transformar mudanças em palavras, mas é algo ao que me proponho, pois, exteriorizar as minhas mudanças e reflexões pode levar alguém a um novo horizonte, e se apenas uma dessas pessoas almenos pensar em sua própria conduta, estarei com a consciência tranquila.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Faz tempo...
... que eu não paro para me olhar por dentro.
... que não me disponho a sentir-me a mim mesma, ou o que quer que esteja sentindo.
... que não fico sozinha com meus pensamentos.
... que não olho demoradamente pela janela.
... que fico fazendo nada, apenas contemplando a Vida.
... que não me deixo abraçar por muito tempo.
... que tudo aquilo que faço cria discussões em minha cabeça.
Realmente faz tempo que não me deixo viver sem a preocupação do amanhã!
... que não me disponho a sentir-me a mim mesma, ou o que quer que esteja sentindo.
... que não fico sozinha com meus pensamentos.
... que não olho demoradamente pela janela.
... que fico fazendo nada, apenas contemplando a Vida.
... que não me deixo abraçar por muito tempo.
... que tudo aquilo que faço cria discussões em minha cabeça.
Realmente faz tempo que não me deixo viver sem a preocupação do amanhã!
sexta-feira, 18 de março de 2011
São Paulo!
Há muitos anos me perguntava como seria morar numa metrópole, o vai e vem de carros e pessoas me aguçava a imaginação, assim como me fascinava.
Muitos nos dizem que o mundo conspira a nosso favor, para o bem ou mal, não importa, acredito que de tanto sonhar e desejar este frenesi que acompanha São Paulo aqui vim cair.
Cair sim, de para-quedas no meio da multidão, arrebatada pelo frenético ritmo Paulistano.
Mas a fascinação deu lugar ao conformismo, o conformismo à impaciência e a revolta.
Revolta sim, nós aqui não vivemos, passamos nossos dias úteis a esperar o fim semana ou a folga remunerada, andamos nas ruas introvertidos, acostumadas com tantas atrocidades, sem mesmo olhar para o lado, é tudo tão normal, só nos espantamos com que vemos no noticiário, mas e as nossas emoções, nosso amor ao próximo, nossa compaixão pelo mundo?
Ficamos 'institucionalizados', passeio é ir ao Shopping, celebrar, que tal pegar uma fila em um restaurante qualquer, andar duas horas em pé dentro de um ou vários ônibus, ser arrebatado pela multidão em uma baldeação do metrô, tudo isso, normal! Mas que normalidade é essa? Onde a encontramos? Como nos acostumamos a andar pelas ruas suspeitando do próximo, a sempre esperar o pior do ser humano?
Talvez seja apenas um pouco de nostalgia de uma menina que cresceu à beira mar, com o sabor da maresia na boca, com o prazer de ver os golfinhos nadando no horizonte, com o divino ato de inspirar e sentir o cheiro e não odor do ar.
Não é tudo horrível, aqui conheci pessoas incríveis, que me mostraram o verdadeiro valor do ser humano, pessoas que me acolheram, a quem me afeiçoei e as quais não sei se viveria sem.
Já não sei se me acostumaria ao interior, não sei se saberia ser simples ao ponto de andar descalça na areia com as ondas batendo nos pés, pois me 'institucionalizei', também acho normal tudo que descrevi, talvez por isso toda a minha revolta.
Mas como não acredito no acaso, apenas em nossos planos e necessidades de aprendizado, pedirei com ao Pai que me de forças e coragem para suportar essa minha ingratidão com este lugar que me acolheu e me deu o que pôde, de bom e ruim.
Ah essa cidade que não acorda, desperta!
sábado, 12 de março de 2011
Relatório!!
Bom, como hoje é sábado, dia de "salinha"
como diz meu filho, tivemos "TPM" - turma de pais e mães, Na casa
espírita que carinhosamente nos abriga. Na dinâmica a tarefa proposta foi um
"relatório" a Deus, de como andamos cuidando dos seus filhos, estes
que adentraram nosso lar na condição de filhos, vamos ao que saiu:
"Hoje sou menos egoísta, penso mais neles
que em mim, tento dedicar meu tempo livre aos espíritos a mim confiados como
filhos.
Consigo pequenas vitórias como as palavras ‘por
favor’ e ‘com licença’, pois para mim, no mundo sem valores que vivemos são
grandes conquistas.
Oramos todas as noites, mesmo que brevemente nos
lembramos do Pai querido.
Minhas manhãs são coroadas com: Bom dia Mamãe, eu
já acordei (a frase vem de ambos meus rebentos, lembrando sempre que varia
entre 5:30 e 6:00 Hrs AM 7 dias por semana)
Na hora das refeições nada de besteira, por
incrível que pareça, ambos apreciam "salada" como eles mesmos dizem,
não são ETEs, gostam de batata-frita e refri, mas não são obcecados.
Meu filho mais velho já entende que se comportar
(bem) não é algo a ser barganhado e sim sua obrigação, costumo lhe
dizer que viemos ao mundo a trabalho e não a passeio.
Hoje ele já pede desculpas e lamenta com lágrimas
de pesar suas más atitudes, a pequena ainda caminha.
Conhecem a importância do Amor, da
Bondade e da Caridade.
Meu filho fala muito em Jesus e tento dar-lhe uma
fé lógica e dirigida, sem o fanatismo tão comum no mundo.
A pequena conhece o Mestre e suas palavras, gosta
de fechar os olhos quando lhe digo para pensar Nele.
Acho que o saldo tem sido Positivo.
Mas a melhor coisa é ouvir: ‘MAMÃE, TE AMO’!!!!!!!!!!!!!!!"
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Causa e efeito
Olá, eis-me aqui novamente, hoje triste, mas cheia
de esperança.
Falei com um querido irmão ao qual, me uno ao
passado desta vida e sinto que de outras afora, hoje ele sente na carne
as consequências de uma vida desregrada cheia de vícios e
mentiras, sente o efeito, mas não sei se reconhece a causa em si mesmo.
Fico me perguntado se as dores hoje por ele
sentidas lhe trazem algum ensinamento, se o seu orgulho lhe permite ver-se como
ser em reajuste ou se enxerga com auto piedade, acreditando-se vítima
das circunstâncias e não de seus próprios atos.
Sinto-me triste por vê-lo sofrer e ter a impressão
de que ainda não é dessa vez que há de se reajustar, mas esperançosa, pois
ainda que eu "ache" só cabe ao Pai julgar e, ao contrário daquilo que
eu possa pensar, as portas da redenção podem ter-se aberto a este coração
sofrido e endurecido.
Amemos nossas provas, nos amemos com amor e esperança
para supera-las.
Bjs
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Hoje
Nesta manhã acordei com uma sensação diferente,
meio cansaço, meio irritação, um não sei o que indescritível.
Ralhei com o marido, repreendi as gatas, gritei com
as crianças opa, neste momento parei, me olhei de fora e me alertei: que mostro
você é?
Mas já tinha gritado, descontado nos pequenos esse
não sei o que!
Tentei me redimir, cantei com eles, brinquei e
percebi que assim eu gostaria de ser, simples, inocente, sem guardar mágoas e
rancores, sem me descompassar pela atitude alheia, sorrir a quem me humilha,
abraçar quem me machuca. Assim passei a manhã, adentrei à tarde com a mágoa e
ressentimento que devia ser deles para comigo, mas eles não se abalam com a
nossa ignorância, isso é ridículo demais para suas pequenas almas crentes
em algo maior, ressenti-me comigo mesma, caí na minha própria grosseria,
desintegrei-me em lágrimas e remorsos.
Fazer o que? Agora não adianta mais e, só
por Hoje tentarei ser melhor, e amanhã ao invés de extravasar gritando,
tentarei aprender com eles e extravasar rindo!
Porque Rir é a melhor terapia para essas
enfermidades passageiras e sem sentido que amanhecem conosco e nos abandonam ao
adormecermos.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Caminhos
![]() |
Mercado Municipal São Paulo |
Neste feriado, 15, deixei-me ser turista, saímos a
passear por São Paulo, eu e meus amados deixamo-nos levar pela cidade Paulista,
passamos no Mercado Municipal, contornamos o Anhangabaú, terminamos por deixar
o carro em Santa Cecília, alí mesmo perto da igreja e entramos no Metrô,
fomos fazer um passeio suscinto pela malha metroviária de capital Paulista.
Não fazia idéia do fascínio que este simples e
modesto passeio exerceria sobre meu Nicolas, não se cabia em si com tudo que
via e com a sensação das paradas e saídas do metrô.
Mas quando descemos na Estação da Luz para pegar o
trem sentido Francisco Morato, não por obrigação apenas por diversão, o
pequeno não cabia em si de tanta excitação, via pessoas, o edifício um
"castelo" tão lindo aos seus olhos, o trem de passageiros que vinha
nos arrebatar da estação assim como a Locomotiva de carga que, na ocasião
passava puxando tantos vagões que os seus olhinhos nem podiam contar, a
viagem estendeu-se até Perus, quando seus 4 anos de ansiedade
não podiam mais ser contidos no vagão da composição que nos
levava.
![]() |
Estação da Luz, vista do Jardim da Luz |
Sinto-me tão feliz em proporcionar-lhe tão pequeno ensejo de curiosidade e satisfazer seus "por quês", como do que são feitas e o que são as esculturas do acervo da Pinacoteca, e assim, cheios de perguntas e observações envoltos num cansaço tão satisfatório de volta ao nosso mundo, nossa casa e nossos simples afazeres do dia a dia.
Mas logro feliz em saber, que por algumas horas fui a preceptora mais feliz que já pisou nestas terras, pois meu pequeno pupilo sorvia com a sede característica dos pequeninos cada explicação que eu lhe dava.
Até mais!
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